É preciso saber viver!

Tomei emprestada a letra de uma música para expressar o que penso sobre a vida, os momentos de alegrias e tristezas, de lembranças e saudades, de encontros e reencontros, na perspectiva de que, de fato, “é preciso saber viver” a cada novo dia.

A letra dessa música[i] especialmente para mim, tem muitos significados, a partir da frase inicial quando diz assim: “Quem espera que a vida seja feita de ilusão pode até ficar maluco ou morrer na solidão …” E a solidão é um dos meus maiores medos, desde minha infância, pelo que tenho trabalhado, sistematicamente, para superar essa sensação.

Escolhi viver, intensamente, aproveitando cada fase e, com isso, aprender a exercitar minha capacidade de ação e reação, porque como diz a letra da música, “toda pedra no caminho você pode retirar…” e assim tenho feito para não interromper o meu caminhar.

Aprendi, também, a enxergar que a vida é bela como uma flor, mas “numa flor que tem espinhos você pode se arranhar”, mas, nem por isso, deixo de cultivar meus jardins, sentir o aroma e enxergar o colorido da felicidade.

Diante das lições da vida venho rascunhando e passando a limpo um diário de emoções e sentimentos, sabendo que: “é preciso ter cuidado pra mais tarde não sofrer, é preciso saber viver”. E assim ainda estou a poetizar os momentos de ternura, a chorar quando sinto vontade e a sorrir para os encantos que a vida me oferece com as graças divina.

É certo que com a maturidade refinei o meu olhar, aperfeiçoei as escolhas, tendo o cuidado de me agarrar naquilo que me dá mais segurança, pois “se o bem e o mal existem, você pode escolher. É preciso saber viver…”

Nesses tempos modernos cada vez mais é preciso saber viver, sem ilusões, para não ficar maluco e, nesse contexto é preciso aprender a se conectar para não sofrer e morrer na solidão. E, entre outras razões, estou aqui, nesse Recanto, porque ”É preciso saber viver” incluindo a poesia como uma boa companhia!

[i] Composição de Roberto e Erasmo Carlos, mas prefiro ouvi-la na interpretação do grupo Titãs.

Chopp

VIVER COM PAIXÃO

Esta semana tive mais uma prova de como é bom viver com paixão, pois ela nos oferece o combustível da alegria, da resistência física (até para sentir dores), e nos instiga a ter um olhar atento para procurar, e encontrar, lindas paisagens para ver e se deslumbrar. Dizem que a paixão é cega, mas ela nos faz enxergar, pelas frestas dos pensamentos, belezas indescritíveis que provocam desejos e nos permite sentir emoções reais, profundas e prazerosas. Ah! Essa minha paixão pela liberdade me realiza, faz-me feliz, mantém-me leve e solta como passarinhos, mesmo que eu nunca tenha aprendido a cantar!

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Iêda Chaves Freitas

03.02.21

A vida na passarela

A felicidade não se espera, se vive

Assim, nos encontramos com ela.

Ela pode estar na rua, na esquina

Na sua casa ou vista da sua janela

Mas, também, pode estar no palco

Nas avenidas ou numa passarela,

Então, vá e desfile com elegância

Use suas roupas e seus acessórios

Os que definem o seu estilo de vida

E com os quais você se identifica.

Siga seus passos com firmeza

Mantenha a coluna reta e a altivez

Ombros alinhados e cabeça erguida

Mas, não se esqueça de realçar

O que você tem de mais sublime

A esperança e o brilho no olhar.

Iêda Chaves Freitas

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A IDADE

A partir da hora em que nascemos passamos a ter uma idade que, na minha concepção, serve para nos lembrar de que a vida tem um sentido, que ela faz e se refaz no dia a dia.

Nesse sentido, a idade cronológica é um detalhe importante no desenvolvimento do nosso ser em processo, passível de mudanças, descobertas e transformações. E é assim, através de suas fases, que ela nos diz que estamos seguindo o curso da vida.

A idade, vejo-a como soma da vida que vai formatando marcas visíveis e invisíveis. As visíveis expressam o passar dos anos e, as invisíveis, dizem do que fizemos. Assim penso.

Iêda Chaves Freitas

Eu, pensando

A QUALIDADE IMPORTA

Admiro a perfeição e de quem a busca sistematicamente. Quem não gosta de uma leitura apurada, em todas as áreas culturais, de uma obra que encanta?

E por pensar assim é que observo, atentamente, os cenários cotidianos e, a cada dia, tenho me preocupado com a qualidade da educação brasileira. Os resultados que vejo, nas estatísticas, decepciona-me, até chegam a abalar minha esperança.

Na condição de catedrática é natural que eu almeje por uma educação que seja capaz de desenvolver competências e habilidades nas crianças, adolescentes e jovens. É natural que eu queira ver, na prática, um ensino que assegure um letramento efetivo, que dê suporte para que o aprendiz vá além de saber ler e escrever, que aprenda, de fato, a pensar, a refletir e a agir em uma sociedade de rápidas e inesperados mudanças.

E é nesse contexto que sinto a ausência de entusiasmo por uma aprendizagem significativa, e percebo essa ausência tanto dos jovens como nas famílias. Sem comprometimento com o aprendizado consistente, baseado em um sólido conhecimento, não há como conquistar independência para o processo de desenvolvimento intelectual e pessoal. Ou seja, o crescimento que em tempos não muito distante se conseguia obter em escolas públicas, com bons professores e menos recursos pedagógicos, porém com um fazer pedagógico comprometido com os resultados.

Sinto medo de que o avanço das tecnologias não encontre inteligências para continuar avançando os processos de desenvolvimento social e econômico, posto que convivemos em um sistema cada vez mais competitivo e num mundo do trabalho e não do emprego.

Temo que os adultos do futuro se percam em um caminho sem volta, pela falta de um rumo certo – uma educação com qualidade social. Temo que o volume de informações não seja suficiente para assegurar a qualidade do conhecimento necessário para o processo de desenvolvimento de um país com vasta riquezas naturais e potencialidades humanas.

Temo pela falta de compromisso social, não apenas dos governantes, mas da população que reclama de uma ineficiência decorrente das ausências de compromissos coletivos.

Iêda Chaves Freitas

Ieda em palestra

CACTOS E FLORES

Eis que na entrada de acesso a um belo jardim deparo-me com um lindo Cactário e, ao seu lado, um Roseiral. Admirei os dois, cujas sutilezas me fizeram refletir sobre a natureza da vida. Um canteiro me dizia da beleza das flores, dos aromas e cores, símbolos do amor, da alegria, da amizade, das homenagens; o outro canteiro, o de cactos, passava-me a seguinte mensagem: também tenho beleza além dos espinhos, também floresço se bem me cultivam, sou resistente e harmonizo ambientes e, com os meus diferentes tons de verde – formatos de cada espécie, simbolizo a esperança e o valor da persistência.

Fiquei ali extasiada com tanta beleza, sentindo-me representada. Como nordestina, identifiquei-me com os cactos que se adaptam em situações áridas, mesmo assim brotam flores e estas simbolizam a leveza da minh’alma. Pensei, então: os espinhos dos cactos me fazem refletir sobre as dores da alma, dos defeitos de um ser humano. Morando no Sul do Brasil, identifico-me com as flores nas minhas sensibilidades e qualidades que desejo mantê-las. Assim como os cactos precisam de luminosidade e de rega, as flores também precisam de paciência e da delicadeza e dos cuidados de quem as cultivam.

Por fim, vi nas imagens desse jardim, o sentido das diferenças, da necessidade de exercitar a paciência para esperar pelas dádivas da vida, que chegam nas horas, tempo e lugares certos, basta-nos respeitar as singularidades da vida.

Catos e flores red

ASSIM COMO OS RIOS, A VIDA…

Nos rios da minha vida as corredeiras têm pedras no seu leito e flores nas suas margens. E, nas florestas ao seu entorno, onde estão as cachoeiras que os abastecem, os pássaros cantam, as aves passeiam nos arbustos e os peixes nadam nos pequenos lagos.

Assim como na natureza, na vida, há durezas, obstáculos a superar, desafios a vencer. As enchentes encharcam o solo, assim como estiagem e queimadas o empobrecem, causando desequilíbrios nos ecossistemas.

Ainda bem que, na vida e na natureza, depois das tempestades vem a calmaria e se estabelece um novo equilíbrio. E é isso que eu espero com o fim de 2020 e a chegada de 2021, que se possa voltar a ter esperança.

                                                                               Iêda Chaves Freitas

ieda e o rio

MEU ANIVERSÁRIO!

Neste ano de 2020, celebro a vida com letras, palavras, frases e textos, embrulhados em presentes no formato de publicações em jornal, revista, antologias, livros e sites.

No dia 27 de dezembro, comemoro meu aniversário com o prazer de me sentir abraçada pelos laços que me uniu a centenas de leitores. Foi um ano atípico, no entanto, somei aprendizados e experiências, inclusive a de ser roteirista e produtora de um livro de crônicas Nas Entrelinhas da Vida, no qual sou também a protagonista, com o olhar de quem percebe o cotidiano e expressa o que viu, viveu e sentiu com amor e gratidão.

Assim, quero agradecer a todos que me proporcionaram viver um ano intenso, com sentimentos e emoções, cujas produções literárias tiveram origem em lembranças retiradas do baú de minha memória que, não fossem as boas leituras sugeridas, certamente, meus textos não teriam sido compartilhados. Obrigada!

Iêda Chaves Freitas

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NATAL – Celebração da Vida

Das primeiras semanas do mês de dezembro até o dia 6 de janeiro do ano seguinte, por tradição, os cristãos comemoram o período do advento, para celebrar o nascimento de Jesus Cristo. Os lares e cidades se enfeitam e são iluminados com luzes e presépios. As famílias se organizam para celebrar o Natal com a esperança de que renasça, em cada um, o sentimento de doação/amor ao próximo.

Admito, só na minha idade adulta esse período passa ser especial para mim, ganha o verdadeiro sentido de renovação da vida. Aproveito essa última semana do ano para refletir sobre a necessidade de mudanças, de rever posturas e costumes, assim como consolidar valores e fazer releituras de acontecimentos, enfim, espero um renascer para um viver melhor.

Assim, em cada fim de ano, aproveito a magia do período para agradecer o que realizei e fico a contemplar os castelos que fui capaz de construir, com a convicção de que segui o projeto do Arquiteto. Nessa materialização da vida escolhi usar matérias-primas resistentes às intempéries de um mundo mutável, quais sejam: o amor, o respeito, a gratidão, a ternura e o carinho. Para os meus sonhos, escolho formas e beleza de modo que, ao realizá-los,  eu possa ter a humildade de agradecer.

No Natal, portanto, contemplo a vida, fortalecendo em mim o desejo de que a estrela guia continue a orientar meus passos rumo ao bem, que aperfeiçoe a minha capacidade de agir em prol de uma sociedade menos desigual.

Peço, em minhas orações, que a minha Fé seja um dos elos de amor e união junto aos meus familiares e amigos e que a esperança me conduza a agir e a alcançar as conquistas que mereço.

Feliz Natal! Feliz Vida!                                                                                                           Dez/2020.

                                                                            Iêda Chaves FreitasIeda

A TURNÊ DA VIDA

Nessa minha turnê pela vida percorri longas distâncias, conheci diferentes lugares, apreciei belas paisagens, não naufraguei em nenhum mar, atraquei em porto seguro. Enfrentei alguns revezes, nem tudo foi divertido, superei muitos obstáculos e tive que vencer desafios. Mas, aprendi, o que tem valor na vida é o que se tem para contar, daquilo que se viveu, do que se ganhou e do que se perdeu.

a TURNÊ